24 de junho de 2008

Elizabeth - A Era de Ouro

Esse filme é maravilhoso!! Eu sou apaixonada pela Inglaterra (sei lá eu por quê) e assistir um filme que relata tão ricamente a história de uma das rainhas mais importantes da Inglaterra, se não a mais, foram 2 horas muito bem aproveitadas!

O filme relata o reinado da rainha Elizabeth I (Cate Blanchett) no ano de 1585. Há três décadas no posto de rainha, Elizabeth tem que lidar com várias controvérsias simultaneamente.

A Inglaterra tem Elizabeth como uma rainha protestante mas tolerante com seu povo para optar pelo catoliciso. Mas a Europa passava por uma processo de catolicismo fundamentalista tendo o rei Felipe II (Jordi Mollá) da Espanha como um dos seus principais precursores. Para que a católica rainha escocesa Mary Stuart (Samantha Morton), prima de Elizabeth, consiga governar a Inglaterra, Fellipe arma um plano para assassinar Elizabeth.

Juntamente com os problemas da monarquia e de seu governo, Elizabeth tem de enfrentar a solidão, que é quebrada com chegada do aventureiro Sir Walter Raleigh (Clive Owen) à corte. Sentindo-se inegavelmente atraída pelas histórias do aventureiro e seu jeito livre, Elizabeth encontra brevemente uma pessoa que deixa-se paroximar da rainha. Mas o romance de uma das protegidas da rainha, Bess (Abbie Cornish), com o aventureiro faz o mundo íntimo de Elizabeth vir a ruir novamente.
Ao descobrir que sua família está envlovida no esquema de seu assassinato, Elizabeth manda decapitar a rainha Mary Stuart. A partir daí uma batalha naval entre Inglaterra e Espanha é inciada. Mesmo com um número maior de soldados e marinheiros, a Incrível Armada espanhola saiu perdedora, um dos maiores massacres sofridos pelos espanhóis.

Estipulasse uma continuação à Elizabetha - A Era de Ouro, mas nada confirmado. Não há desculpas para deixar de assistir esse filme: ótimas atuações, ótimo roteiro e ótima direção. Vale a pena!

18 de junho de 2008

O Mundo Descobre Sandra Corveloni

Para quem está acostumado a acompanhar o Festival de Cannes, é normal que muitos de seus prêmios principais vão aos artistas de Hollywood. Mas na cerimônia do 61º festival que aconteceu entre os dias 14 e 25 de maio deste ano, o Brasil teve uma surpresa. A atriz Sandra Corveloni levou o prêmio de melhor atriz, desbancando Angelina Jolie e Julianne Moore, que atuou em Blindness, de Fernando Meirelles.

Sandra Corveloni nunca tinha feito cinema até "Linha de Passe", filme de Walter Salles, pelo qual foi indicada e vencedora do prêmio. Mais conhecida por seu trabalho no teatro no grupo Tapa, dirigido por Eduardo Tolentino, Sandra disse que não esperava que o seu primeiro filme teria tamanha repercussão mundial. "Eu estava torcendo pelo filme, para que ganhasse a Palma de Ouro de melhor filme. Sabia dos concorrentes de peso, mas estava na torcida. Achei que nós íamos ganhar pelo conjunto de atuação. Os atores têm o mesmo peso. Mas 'euzinha'? Foi uma surpresa maravilhosa".

A personagem de Sandra em Linha de Passe é Cleusa, uma empregada doméstica que tenta ao máximo sustentar seus quatro filhos estando grávida do quinto, mas apesar de tudo não perde a alegria da vida.

Quando questionada sobre convites para atuar em filmes, Sandra disse que até agora só tem falado com jornalistas. "Mas vamos com calma. Estou tentando arrumar um espaço na minha vida para falar com meu filho, meu marido e comer alguma coisa (risos)".


4 de junho de 2008

The Dark Knight


O mundo do cinema, como todos sabem, sofreu uma perda no início deste ano, a morte do excelente ator Heath Ledger. Pessoalmente eu admirava muito Heath Ledger desde que ele apareceu no filme "10 Coisas que Odeio em Você" e quando soube da sua morte prematura fiquei muito espantada, como a maioria que apreciava tanto Ledger quanto o mundo do cinema.

Heathcliff Andrew Ledger nasceu em Perth, na Austrália em 4 de abril de 1979 e começou sua carreira de ator na sua terra natal. Somente mais tarde ele foi conseguir o sucesso em Hollywood. Entre os filmes de maior publicação foi O Patriota, ao lado de Mel Gibson, Ned Kelly e Broukeback Moutain, neste último concorreu ao Oscar de Melhor Ator mas perdeu para Daniel Day-Lewis.

Na vida pessoal Heath teve um romance com a atriz da extinta séria de TV Dawson´s Creek, Michelle Williams com quem contracenou no filme Broukback Moutain. A filha deles, Matilda Rose, nasceu em 28 de outubro de 2005 e o é padrinho Jake Gyllenhall, que também atuou em Broukback Moutain e a madrinha é Busy Philips, que atou junto de Michelle na série Dawson´s Creek.

Diversas hipóteses foram levantadas pelas autoridades e a imprensa em relação à verdadeira causa da morte prematura do ator, inclusive suicídio. Após duas semanas de investigação, o IML de Nova Iorque finalmente concluiu que a causa da morte havia sido por intoxicação acidental de remédios prescritos com efeitos calmante e sonífero.

O último filme feito, porém não terminado por Heath Ledger foi "The Imaginarium of Doctor Parnassus" mas o filme que todos estão aguardando é "Batman-TheDark Night", que será lançado no Brasil no mês de julho deste ano. Heath disse publicamente que a atuação para este personagem estava lhe tirando o sono e por isso tomava pílulas para o ajudar dormir.

Agora nos basta esperar para ver o resultado do filme em que o próprio Heath Leadger interpretou como palhaço psicopata, assassino em massa e esquizofrênico, com zero de empatia.

Qubrando a Banca


Fui ver esse filme no cinema faz algumas semanas, e tava mto ansiosa pra ver!! Adorei!!! O filme passa todo aquilo que a maioria de nós busca na vida: dinheiro e status.


A história é contada por Ben (Jim Sturgess), um estudante brilahnte de matemática da Universidade MIT, de Boston. Ben precisa ganhar uma bolsa para pagar sua faculdade de 300 mil dólares para entar na escola de medicina Harvard mas não tem condições financeiras para isso. É aí que entra o Prof. Micky Rosa (Kevin Spacey) que treina um grupo de cinco estudantes Jill (Kate Bosworth), Choi (Aaron Yoo), Kianna (Liza Lapira) e Jimmy (Jacob Pitts), a contarem cartas no jogo Blackjack e assim conseguirem quebrar a banca.


Intrigado pelo desejo de poder ganhar dinheiro para poder pagar sua faculdade, Ben se junta ao grupo que secretamente aos fins de semana vão à Las Vegas, onde através de códigos de gestos e falas conseguem adquirir centenas de milhares de dólares em um único final de semana. Mas Ben deixa claro desde o início que só pretende continuar com o esquema até conseguir a quantia para poder pagar sua faculdade. Porém a tentação trazida por Las Vegas de poder ser uma pessoa totalmente diferente, ter status e dinheiro à vontade o deixa arrogante e seu percurso se desvia durante no decorrer do filme.


O ato de contar cartas não é considerado ilegal, mas os donos dos cassinos certamente não gostam de ver seus lucros diminuídos, por isso têm à sua disposição milhares de câmeras e enormes equipes de seguranças, além de empregar a mais alta tecnologia. É esta troca da força humana para a era digital que vem tirando o sono de Cole Williams (Laurence Fishburn). Antes um grande supervisor de segurança, ele hoje está praticamente desempregado e vai apostar todas as suas fichas na captura do grupo que está desfalcando seus clientes.


Quebrando a banca é filme baseado em fatos reais e uma adaptação do best-seller de Ben Mezrich, 'Bringing Down the House' sobre um grupo de estudantes que descobrem uma maneira de faturarem milhões em Las Vegas. Quando o livro de Mezrich chegou às prateleiras das livrarias, ele se tornou um fenômeno e permaneceu na lista do mais vendidos por 59 semanas, com uma vendagem de 1,5 milhão de cópias e traduzido em 12 idiomas.


O produtor Michael De Luca explica que o livro explora o sonho de todo mundo de quebrar a banca em Vegas. "Eu sempre fui fã de blackjack", afirma ele, "então depois que eu li o livro, tentei aprender o método da contagem de cartas explicitado no livro. É difícil para qualquer um que não seja um gênio em matemática, mas é irresistível. As poucas vezes em que você acerta na contagem e ganha uma bolada em uma mão do jogo, você se sente ótimo."

A sensação que a gente têm depois de assistir esse filme é de que, pelo menos em Las Vegas, tudo que você queira fazer é possível e não é preciso ser necessariamente inteligente mas sim muito esperto!!

15 de maio de 2008

O Labirinto do Fauno

Um dos melhores filme que eu já assisti!! O Labirinto do Fauno se trata de uma fábula sombria, cheia de fantasia, lúdica e triste. Um festival de efeitos, sensações, magia e arte.

O filme se baseia na história de uma princesa que largou seu reino subterrâneo para conhecer o mundo dos humanos e compartilhar suas experiências, sentimentos e as consequências de seus atos. Um dia esta princesa voltaria ao seu reino no corpo de um humano. Aí entra a garota de 10 anos, Ofélia (Ivana Baquero). Apaixonada por livros de contos e fadas, ela se muda junto de sua mãe Carmen (Ariadne Gil) para a casa de seu padrasto Vidal (Sergi Lopez), capitão das forças fascistas do general Franco que governa a Espanha a favor dos ricos e com o apoio da Igreja Católica.

Ao chegar na nova casa, Ofélia descobre aos arredores um labirinto que leve a uma trilha subterrânea. Lá ela conhece o Fauno (o mímico Doug Jones), uma criatura baseada no misticismo grego metade homem, metade bode, integrante do reino subterrâneo e convence Ofélia que ela é a princesa e para que ela voltasse ao seu mudo, ela teria que passar por três testes.
O filme narra brilhantemente a história sem deixar claro a separação entre os dois mundos, enqunto Ofélia está conhecendo criaturas fantasiosas e horripilantes, o capitão Vidal se concentra no extermíneo dos rebeldes do regime, polpando nenhum esforço. E por mais amendrotadoras que sejam as criaturas, os humanos parecem ser os verdadeiros monstros da história.

Apesar de ser um filme extremamente violento (as cenas de tortura dos rebeldes comandadas por Vidal são de embrulhar o estômago), o marcante de O Labirinto do Fauno é a inocência e a doçura trazida por Ofélia junto ao seu universo onírico, fazendo o espectador largar suas crenças e querer viver neste mundo lúdico.
O diretor Guillermo Del Toro fez seu trabalho tão maravilhosamente que O Labirinto do Fauno recebeu vários prêmios, incluindo o Oscar e o BAFTA. A fotografia do filme é quase um personagem, nos remete a sentimento de aconchego e medo, o que fez do filme algo ainda mais fantástico.

Se você aprecia uma história bem contada, com fantasias e ótimas atuações, O Labirinto do Fauno contém todos esses requisitos!!

1 de maio de 2008

Pirataria: Crime ou Inclusão Social?



No século XVI, o significado de pirataria para os espanhóis e portugueses era de colonização.

A pirataria de hoje, é uma maneira fácil e barata à obtenção de informação. E também criminosa.
Qualquer pessoa atualmente que tenha um computador e um software adequado para a cópia pode piratear filme.

Toda essa facilidade que temos para adquirirmos um filme pirata, tem feito a indústria cinematográfica armar seu contra-ataque à pirataria. Cinco grandes estúdios de Hollywood (MGM, Sony Pictures, Warner Bros., Universal Studios e Paramount Pictures) estão disponibilizando em uma página na internet ( http://www.movielink.com/ ), vários de seus títulos para que ó consumidor possa baixar em seu computador, pagando uma taxa em dólares que varia de filme para filme.

Donos de locadoras também saem prejudicados nesta briga. 'Perdi muitas locações do Homem Aranha porque o filme foi pirateado da Internet', diz José Carlos Tomaz, dono da Starlife.

O prejuízo do ato da pirataria chega a US$ 6,1 bilhões anualmente em rendimentos globais para a indústria audiovisual, segundo um artigo do Wall Street Journal. E junto com a queda na venda de títulos em DVD, que é a principal fonte de lucro das empresas cinematográficas, está também a redução na venda de ingressos para os cinemas.

Agora, falando de Brasil. Com um sálario mínimo de R$400,00, como o cidadão brasileira terá o "direito" ao lazer, sendo que uma entrada ao cinema não sai por menos de R$14,00? Para adquirir um título em DVD, terá de desembolsar pelo menos R$50,00. Filmes em locadoras, hoje não custam menos de R$4,00.

Procuramos ser aceitos em grupos. A inclusão social depende do culto que temos à certos estilos de vida. A cultura pop é algo excencial na nossa vida ocidental e os filmes fazem parte disto. Há um tempo atrás, quem não tivesse assistido ao filme Tropa de Elite ficava isolado dos acontecimentos do grupo, pois era o tópico mais comentando nas rodas de conversação.

Há vários lados desta história, ficando difícil poder tomar um posto decisivo. Como diria Einstein: tudo é relativo. Vendo pelo lado dos estúdios, é uma perda (ou melhor, só deixam de ganhar) e vendo pelo lado social, é uma necessidade. O consumidor tem que optar pela seguinte escolha: infringe a lei e adquire um filme pirata para poder ter seu entretenimento a um preço mais acessível, ou toma uma atitude politicamente correta e reserva uma quantia de seu dinheiro para poder ter um filme legítimo e aceitado pelo mercado mundial. Escutar ao "anjinho ou ao diabinho" é uma decisão pessoal, por isso se torna muito mais complicado para cada um de nós que se considera um verdadeiro cinéfilo.

11 de abril de 2008

Blu-ray ou HD-DVD?

Depois de muitas brigas e acordos, finalmente o consumidor brasileiro fascinado por filmes poderá investir em cinema de alta definição em sua casa. As fabricantes anunciaram oficialmente os produtos voltados ao Blu-ray e HD-DVD, que são os formatos concorrentes que tendem a substituir o atual DVD em um futuro não muito distante, mas que ninguém ainda arrisca dizer quando.
A principal , e talvez única, diferença entre os formatos é a capacidade de armazenamento, com vantagem para o Blu-ray, que armazena 25 GB em discos de uma camada (50 GB em duas camadas), contra 15 GB do HD-DVD de uma camada (30 GB em duas camadas). Por conta do maior espaço disponível, setores da indústria acreditam que o Blu-ray tenha preferência maior em aplicações de informática (software, games, backup) em contrapartida aos filmes. As capacidades diferentes ocorrem por conta da diferença no método de gravação dos dados.

Mas as diferenças técnicas entre os dois formatos quase não existem. O HD-DVD tem como empresa líder a Toshiba, com suporte da Microsoft, Sanyo, NEC e estúdios de Hollywood como New Line e Universal. O Blu-ray, da Sony, tem parcerias com Apple, Panasonic, Philips, Samsung, Sharp e outros estúdios de cinema.

Mas o formato Blu-ray pode sair vencedor nesta batalha. A Toshiba planeja abandonar seu formato HD-DVD para DVDs de alta definição, admitindo a derrota para o padrão Blu-ray, da Sony. A medida provavelmente colocará fim à batalha que se arrasta há anos entre Toshiba e Sony, com o objetivo de estabelecer o padrão para o DVD da próxima geração e o equipamento de vídeo compatível com ele.

Essa disputa para ver quem fica responsável pela monopolização do mercado de videos de alta definição só enteressa mesmo aos fabricantes, pois o consumidor ao adquirir um determiando produto poderá se depara com um aparelho obsoleto e sem suporte algum. Mas está prevista a chegado ao mercado internacional de aparelhos que reproduzem ambos os formatos, mas o preço está além daquilo que a maioria das pessoas tem condições para gastarem com este tipo lazer.

Mesmo assim, fica a pergunta: qual o sentido de um aparelho para dois formatos se, talvez, um deles não sobreviva? E outra questão entra na jogada: o aparelho de televisão. Quem hoje compra um player HD-DVD ou Blu-ray pode chegar em casa e se deparar com imagens praticamente idênticas ao DVD atual. O resultado: decepção generalizada. Em determinadas situações, a tal da alta definição pode até distorcer um pouco a imagem e fazer você ter a impressão de que está diante de um produto inferior. Os títulos também fazem parte desta história, pois não adianta vc ter um aparelho de um determinado formato, se o filme em DVD não for compatível. Isso sem falar no preço em que se encontram atualmente tais títulos, sendo um dos mais baratos R$99,00.

Toda essa briga é irrelevante, afinal ambos padrões tem uma única função: armazenar conteúdo. Logo, se você é fanático por filmes e quer mesmo o melhor que a tecnologia pode lhe oferecer, é preciso calcular o investimento não apenas pelo meio de armazenamento (Blu-ray ou HD-DVD), mas sobretudo no meio de projeção. E não esqueça do áudio, é claro. Afinal, assistir Matrix em alta definição com aquelas caixinhas de som pequenas também não vai ajudar muito.